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Alexandre Vieira nasceu em 12 de abril de 1965 em Porto Alegre como quarto e último filho de Alfredo Shaewer Vieira e Maria Helena Seferin Vieira . Em 1970 sua primogênita irmã ganha um toca discos portátil onde roda os primeiros LPs de Tim Maia, Ivan Lins, Taiguara, além de vários compactos dos Beatles. Na tv ainda soam os últimos respingos da era de ouro dos festivais e com eles a imagem de um Tony Tornado enlouquecido cantando BR3, mais os mutantes tropicalistas Gal Costa, Caetano Veloso e Gilberto Gil. O fim dos anos setenta dá lugar ao violão e a incondicional paixão pelo fazer musical. Já nos oitenta, o autodidatismo cede espaço para o curso superior na UFRGS, em Licenciatura em Educação Artística – Bacharelado em Música . Suas primeiras bem sucedidas composições datam de 1983, época em que se alia a um pequeno grupo de cantores-compositores-violonistas, iniciando uma longa colaboração que chega até os dias de hoje. No final de 1985 o então crítico musical de Zero Hora, Juarez Fonseca , em matéria intitulada “Os Que Deixaram Marcas”, comenta: Alex de Souza, Carlos Patrício, Mário Falcão e Alexandre Vieira e outros de sua turma merecem destaque também pela ampla e constante atividade, buscando sempre desbravar locais alternativos para a apresentação de novos trabalhos . Em 1990 ingressa como professor no Projeto Prelúdio da UFRGS , escola de música que atende crianças e adolescentes. Define, assim, a educação musical como sua principal atividade profissional. Ainda no Prelúdio, monta o Conjunto de Música Popular , cujas sucessivas formações incluem jovens talentos como Andréia Cavalheiro , Luciane Cuervo , Jean Presser e Leandro Maia . A década de noventa é marcada por suas atuações como contrabaixista ao lado de artistas como Zé da Terreira , Mário Falcão , Jorge Herrmann , entre outros. Organiza o quinteto popular de câmara Café Acústico (1998-2002), que ganha dois Prêmios Açorianos de Música na categoria de Melhor Grupo de MPB em 1999 e 2000, respectivamente. O grupo também se consagra como grande vencedor do II Festival de Música de Porto Alegre , concorrendo com de 1210 canções inscritas. Com mais de vinte anos de atuação na vida musical porto-alegrense, Alexandre Vieira lança agora seu projeto mais pessoal: Chacarera Blues , uma compilação de 16 canções arranjadas, gravadas e editadas em estúdio particular, contendo a participação de quinze músicos entre interpretes e instrumentistas, disponíveis gratuitamente na rede mundial de computadores. Uma sonora trajetória pessoal, fruto de vivências coletivas e do compartilhar de utopias. Bem como escreveu seu parceiro mais constante, Carlos Patrício: quem mandou alguém inventar o amor? |