Alexandre comenta suas canções Aquela Outra (1985) Um convite para entrar neste pequeno mundo de canções pessoais, mas que fazem referência a construções coletivas, seja no plano do amor, da amizade, ou da utopia. Pra Compensar Tua Ausência (1987) Quando Carlinhos (Carlos Patrício), mostrou-me esta letra pensei, é um dos mais lindos textos de amor da música brasileira. Exagero?! Chama-me (2002) Há muito queria uma parceria com o Mário Falcão (autor da letra). Compositor hermético. Não precisa de ninguém, pois tem talento de sobra para jogar em todas as posições. Este chamamê narra a viagem de um amante urbano ao encontro de sua amada pelo pampa gaúcho. Simples (1983) Uma leitura inusitada de minha canção mais conhecida e aqui, a mais antiga. Nossa idéia (Jorge Herrmann e eu), foi extrair o máximo do mínimo. Acho que conseguimos. Tudo (1984) Um carinho enorme por esta singela canção. Dois jovens namorados numa longa noite se abrigam da solidão. Pedro e Bando (1986) Fala da expectativa de construção de um tempo melhor para os que estão vindo. Uma canção simples que cresceu nas vozes da Karine e Mário. A Casa Bem Assombrada (1986) Outra linda letra do Carlinhos, que mais tarde inspirou-o a compor o musical infantil homônimo. Blues Chacarera (1986) Por mais que um pai negue, tem sempre um rebento preferido, porém, não confessa nem sob pena de tortura. Não vou ser diferente... Vai aqui uma homenagem especial para o Alex (Johann Alex de Souza), inspirador dos cifrados diálogos desta letra. Quem Mandou Alguém Inventar o Amor? (1985) Tropicalista letra do Carlinhos. Conta de um descontrolado que sai por ai beijando na boca sem distinção. Quem se atrever, que prenda este homem, mas, cuidado! Pode vir a ser a próxima vítima. No Meio da Calçada (1984) Sobre a dificuldade de cantar uma canção que só falasse do umbigo da minha tia . Salve o Zé da Terreira! Normal (1986) Uma composição antiga, porém, inédita. Quando acabei disse, é isto! Com a automação, o emprego de bancário não é mais a melhor escolha para os que querem uma vida segura. Conheço muitos que embarcaram nesta. Demência (1985) A demente canção se da também na forma como foi feita. Ao inverso do costume: letra minha, música do Patrício! Arteiro (1998) O Jorge roubou-a de nós. Impossível pensar noutro interprete. Aqui ele beira à perfeição numa interpretação gravada num take só, e sem edição de voz. Teu Encanto (2003) De um esboço de letra meu, o Carlinhos construiu a forma final e musicou. Tentei, em vão, revidar substituindo por nova melodia. Teve que nascer a Cacá para ir a forra por mim e compor sua melodia definitiva. Tempo de Ir (2003) Foi muito trabalhoso fazer uma canção que soasse como se não tivesse dado trabalho algum. Um encontro consigo mesmo desencadeado por uma platônica paixão de estrada. Saudade do vento no rosto em cima da moto pela serra gaúcha ou pelo litoral catarinense. Corações e Mentes (1984) Quase premonitória, esta canção comenta com carinho os tempos de violada com amigos e o descompromisso juvenil, para mim, grande tesouro. Sofreu uma recauchutada (lipo!), do Carlinhos que mereceu a co-autoria. Em tempo: O solo de baixo fretless foi composto por Norberto Farina, o Monstrinho, para o show A Outra face da Lua , realizado em novembro de 1984 no Auditório da Aliança Francesa , em Porto Alegre , ao lado do Carlos Patrício, Johann Alex de Souza e grupo instrumental. Era o início de tudo...
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